Por Manuela Micael
Têm nas mãos os destinos do mundo. Mesmo sem os conhecer pessoalmente, o escritor e criminologista espanhol Vicente Garrido não hesita em classificar Donald Trump, Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu como psicopatas e narcisistas. Com mais de 30 anos de experiência profissional a traçar perfis psicológicos de criminosos, Vicente Garrido alerta para os perigos concretos de termos como presidente da maior potência mundial um homem com o perfil psicopata e narcisista que tem Donald Trump.
Mas deixa um alerta importante: os psicopatas podem estar em qualquer lugar. No trabalho, na família, no grupo de amigos… são mais frequentes do que imaginamos e é preciso estar atento, para não nos tornarmos em “presas” desses “predadores”.
Em entrevista à CNN Portugal, Vicente Garrido, que acaba de lançar em Portugal o livro “Como detetar um psicopata”, sublinha que 1% da população mundial tem traços de psicopatia num grau extremo. Os psicopatas não sentem empatia, não sentem culpa, não sabem o que é sentido de justiça ou responsabilidade moral. Para eles, os outros são apenas peças do jogo que quer jogar e o que acontece a quem os rodeia é apenas “uma sequela” do que têm de fazer para chegarem onde pretendem.
Mas há esperança. É possível educar uma criança com traços de psicopatia e incutir-lhe valores morais e sociais. Detetar um psicopata não é um bicho de sete cabeças e o autor deixa-nos sinais claros que nos podem fazer soar as campainhas.
O que é um psicopata?
É uma pessoa desesperada para enganar e iludir. Não tem sentimento de culpa e nunca se considera responsável, do ponto de vista pessoal, pelos danos que causa. Pensa que tem o direito de fazer o que quer e o que acontece com os outros, com a sociedade ou com outras pessoas, é simplesmente uma sequela ou uma consequência do que ele pretende.
Se pode fazer coisas, sem necessidade de fazer muito dano, ele faz, porque para ele é mais económico. Mas se tem de destruir, ele destrói. Depende do poder que tenha.
Um psicopata é alguém sem emoções morais básicas, como a empatia, o sentido da justiça, a responsabilidade, que não sente culpa e que é um grande manipulador.
O psicopata acredita que o que está a fazer é para o bem dos outros ou ele sabe que é mau, mas faz na mesma?
O psicopata é diferente do narcisista. A pessoa enormemente narcisista ou que tem um transtorno narcisista, cria as suas próprias mentiras, cria as suas ideias sobre o grande valor que tem e sobre a sua importância. Pensa que não pode errar e, nesse sentido, é, por assim dizer, genuinamente estúpido. Tanto o narcisista, no sentido do transtorno, como o psicopata são pessoas estúpidas, porque causam um dano extraordinário, muito superior ao que o seu ego pobre pode alimentar ou receber. Do ponto de vista da inteligência, os psicopatas são enormemente estúpidos, porque são precisamente os grandes destruidores. E, se uma pessoa inteligente é uma pessoa que contribui, o psicopata, por definição, é o menos inteligente de todos.
Diz que Trump é narcisista, certo? Então, considera-o estúpido?
O livro “Como detetar um psicopata”, que agora foi traduzido para português, foi escrito antes de Trump ganhar as segundas eleições e eu já o qualificava de psicopata impulsivo. O psicopata impulsivo é a pessoa que tem a pele muito fina e que se sente facilmente magoado por comentários de que não gosta. É, além disso, uma pessoa que não reflete e que, de acordo com seu humor, com o ânimo com o qual ele se levanta todos os dias, pode decidir a política internacional.
Por isso, é que todos os líderes do mundo tentam, a cada hora, interpretar o que é que ele está a dizer. Porque, simplesmente, ele pode escrever na sua Truth Social (que ironia… “Truth Social”, quando escreve mentiras compulsivas sociais), que vai acabar com a civilização e, horas depois, dizer que vai enviar alguns delegados para negociar a paz.
Em várias situações, disse que não lhe importam as leis e os tratados internacionais. O que lhe importa é como se sente e o que quer. Isto é a elevação máxima do ego, do narcisismo mais brutal, da desconsideração de toda a responsabilidade humana, de todo o princípio moral, a elevação como máxima do princípio do poder.
Veja o que pode fazer um psicopata se for o homem que tem o maior poder do mundo. No meu livro, o que tento explicar é que o psicopata tenta sempre controlar tudo à sua volta, seja em casa, no trabalho. Nos gabinetes das grandes empresas ou dos Governos, pode produzir um dano muito superior, porque tem muito mais poder.
Trump acredita mesmo que o que está a fazer é pelo bem de todos os americanos e que libertou os venezuelanos ou que está a ganhar a guerra no Irão, por exemplo?
Não. Além de ser psicopata, também é narcisista patológico. Tem as duas condições. E como bom narcisista patológico, ele pensa que é o melhor presidente desde Abraham Lincoln, ou até superior.
Acredita que merece o Prémio Nobel da Paz. Acabou de colocar a sua fotografia nos passaportes, coincidindo com o 250º aniversário da independência americana. Isto nunca tinha acontecido antes. É uma exaltação surrealista e hiperbólica do ego mais desaforado. É um espetáculo.
Nunca tínhamos visto nada desse género. Nem Hitler se atreveu a criticar o Papa. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler nunca falou nada sobre o Papa. Mas Trump sabe o que disse sobre o Papa. Na campanha de ser reeleito, o slogan era ‘se havia tal problema nos Estados Unidos, Deus enviou Trump”. É tudo tão absurdo e seria risível, se não fosse pela tragédia do que implica.
O psicopata sabe a diferença entre o bem e o mal? Compreende os princípios morais?
A resposta é sim, mas não quer saber. Vou dar um exemplo: uma das primeiras medidas que tomou quando chegou à presidência dos EUA foi praticamente eliminar a Agência Norte-americana para o Desenvolvimento, um departamento que distribui milhões de dólares para projetos de saúde, de alfabetização, e do qual dependem milhões de pessoas para a sua sobrevivência. Há analistas que asseguram que provavelmente morreram mais de 100 mil pessoas desde que Donald Trump chegou ao poder, porque simplesmente não tiveram oportunidade de se vacinar, não tinham o que comer, não puderam levar a cabo o trabalho sustentável que lhes permitia funcionar. Acha que isso lhe levou apenas uma hora de sonho?
Sobre as três tentativas de assassinato de que foi vítima, levantou-se sempre a questão de serem encenações. É possível que assim seja?
Não acredito que tenha sido preparado. Ele é uma pessoa particularmente odiosa e há gente desestabilizada que pensa que pode acabar com ele. A primeira tentativa de assassinato parece-me impossível que tenha sido preparado, tendo em conta que a bala passou a uma distância mínima e podia mesmo tê-lo matado. Não creio que ninguém possa encenar um crime assim.
E as outras tentativas foram levadas a cabo por gente desequilibrada e que quer acabar com uma pessoa que considera que é um perigo para a humanidade.

Os líderes mundiais comportam-se diante dele de maneira diferente. Temos Zelensky, que foi humilhado na Casa Branca perante o mundo inteiro. Temos Kramer, que também adotou uma atitude de submissão. E depois temos Pedro Sánchez que o enfrenta e lhe diz que não. Trump ameaça, diz que vai acabar com Espanha, mas a verdade é que não faz nada. Diante disto, a minha pergunta é: qual é a melhor maneira de enfrentar um psicopata como Trump?
Um psicopata, e particularmente Trump, é o bullie. É o matulão que faz bullying na escola. Humilhar-se diante do matulão da escola é uma solução? Não. O psicopata só respeita uma coisa, uma força igual ou superior à dele. Essa é a razão pela qual ele não se mete com Putin, porque sabe que ele não pode fazer nada contra Putin.
Creio que, pouco a pouco, os diferentes líderes mundiais, sobretudo na Europa, estão a dar-se conta de que rebaixarem-se não é a solução. Veja Meloni, que era uma aliada de Trump. Deu-se conta que Trump, além da sua psicopatia e da sua maldade, provavelmente tem problemas cognitivos. E está a dar-se conta também que Trump é kryptonite para muitos governos. O melhor que Trump pôde fazer pela Hungria foi enviar o seu lacaio, J.D. Vance, para apoiar a Orban nas eleições. Foi fabuloso, porque perdeu por maioria absoluta.
O mundo está a perceber a inconveniência de ter Trump por perto?
O mundo está a perceber até que ponto a natureza de Trump é malvada e está a perceber que não tem realmente nenhum plano para governar. Pense no ataque ao Irão. Onde está o plano de Trump? O estreito de Ormuz estava aberto antes de a guerra começar. Qual foi o plano? Qual foi a estratégia? Não há. Toda a gente diz que simplesmente se deixou convencer por outro psicopata narcisista, mesmo que menos narcisista, que é Netanyahu. Trump é estúpido, é ignorante e nunca leu um livro na vida.
A sua forma de fazer diplomacia é a mesma que ele usava para fazer o programa “O Aprendiz”. É dizer ‘tenho poder sobre ti, persigo-te, ameaço-te, insulto-te e, a partir daí, espero que te curves diante de mim. Mas o que acontece quando se encontra com alguém que não se curva? Falando metaforicamente, o demónio que é o Irão pode acabar com outro demónio, Trump. Será, provavelmente, algo que poderemos agradecer, no futuro, aos iranianos. Porque o Irão tem algo que Trump não tem. A fé.
Uma fé fanática. E Trump, que não tem nem ideia do que significa compromisso, convicção ou fé, não pode nada contra isso. Acho honestamente que o Irão pode ser o túmulo de Donald Trump.
O mundo está a acordar e a dizer ‘este homem é o quê? Este homem é um palhaço’. E, no entanto, é um palhaço que tem nas mãos o exército mais poderoso do mundo
Volto a insistir na pergunta: Trump acha no seu íntimo que está a ganhar a guerra no Irão?
Não. Ele está consciente que a Economia está pior. Está consciente que o que prometeu não foi cumprido. Mas, para o exterior, ele está a fingir. Ele sabe que não ganhou a guerra. Militarmente, ele destruiu muitos lugares do Irão. Mas, do ponto de vista interno, ele tem de dizer aos americanos ‘evitámos a guerra nuclear, evitámos a construção de armas atómicas, abrimos o estreito e agora tudo vai ser mais barato’.
Sobre ganhar a guerra, está a mentir. Mas, quando diz que é o melhor presidente desde Abraham Lincoln, acredita. Quando diz que apoia a população negra dos EUA, acredita. Quando diz que sua mulher o ama desesperadamente, acredita.
Acredita porque, para ele, há poucas pessoas tão brilhantes e maravilhosas no mundo como ele.
Falou de Putin. Qual é a diferença entre Trump e Putin?
Putin é um psicopata controlado. Controlado significa que é mais maquiavélico, que planifica, que pensa, que não diz a primeira coisa que lhe vem à cabeça e não precisa que toda a gente lhe esteja sempre a dizer ‘és o maior, o mais sábio, mereces o Prémio Nobel da Paz, mereces o Prémio da Paz da FIFA, mereces que se mudem os nomes dos centros de artes, que apareça a tua imagem num passaporte comemorativo’. Putin não precisa de nada disso. Basta-lhe saber que ele tem todo o poder e que se mover um dedo decreta um atentado em qualquer lugar.
Putin é mais astuto, muito mais astuto. É mais inteligente do que Trump. É mais perigoso se não o controlarmos
Putin é muito perigoso porque quer “comer” a Europa. Mas, em termos do desastre que pode provocar, evidentemente, Trump é pior porque é imprevisível e é uma ameaça constante. Levanta-se de manhã e aquilo que lhe passar pela cabeça pode ser uma ideia muito má e ele põe-na em prática.
Classifico-os de psicopatas funcionais ou psicopatas integrados. A diferença entre um psicopata integrado e um criminoso é que o psicopata integrado não comete crimes.
Nem todos os psicopatas são criminosos…
Exato. O crime e a violência é algo a que o psicopata pode recorrer facilmente porque não tem consciência, nem princípios morais. Mas o que normalmente o psicopata integrado utiliza é uma violência subtil, uma violência psicológica. Tenta, mentalmente, dominar-te, destruir-te.
O psicopata vai absorvendo a nossa parte espiritual, que é a parte que nos permite iludir-nos, ter uma vida com sentido.
No livro, dedica um capítulo ao psicopata na família. O psicopata é capaz de amar seja quem for, mesmo que sejam os seus filhos ou os seus pais?
O problema do psicopata não é ter tido uma educação má ou ter tido problemas na infância. O problema é que, por razões ambientais e genéticas, o psicopata é incapaz de se conectar com as emoções morais básicas do outro. O problema do psicopata é o problema da desconexão.
O psicopata é que não chega a sentir amor pelos seus pais. E, a partir daí, nunca estabelece uma conexão significativa com ninguém. Porque não pode amar ninguém. Utiliza as pessoas como meios para seus fins.
Para o psicopata, as pessoas não se dividem em ‘gosto dele’ ou ‘não gosto dele’, são simpáticas comigo, posso compreendê-las ou não. Isso para o psicopata não tem sentido. A única divisão para o psicopata é se lhe serve ou não serve. É uma divisão totalmente instrumental, egocêntrica.
Diz que podemos ter um psicopata nos lugares onde circulamos. Casa, trabalho, família… como detetá-lo?
Depois de 30 anos de trabalho, descrevo as chaves fundamentais para detetar um psicopata. E isso é que torna, acredito eu, este livro tão interessante, porque digo duas coisas muito importantes. A primeira é que o psicopata não é um super-homem ou uma supermulher, porque também há algumas mulheres psicopatas. Em cada 10 psicopatas, três são mulheres e sete são homens. Por isso, geralmente utilizo o masculino para me referir aos psicopatas. Mas não devemos esquecer que há mulheres verdadeiramente destrutivas.
A primeira ideia que quero deixar é que os psicopatas não são superinteligentes. A ideia do psicopata superinteligente, que aparece nos meios de comunicação é uma invenção dramática, porque a literatura e o cinema seguem critérios que não são verdadeiros na vida real. Num filme ou num livro, não há interesse se o vilão for um imbecil.
Porque é que o psicopata é bom? Porque pratica desde pequeno. E não está limitado pelos critérios morais de dizer a verdade. Isso para ele não significa nada. E isso dá-lhe uma grande vantagem. Eles não sentem nenhum tipo de violência moral quando enganam.
É fácil para um psicopata mentir?
Para mentires, tens de te concentrar, porque, para ti, mentir é uma violência. E uma violência moral. Não sai de forma natural. Porque tens uma consciência e uns princípios que o psicopata não tem. São muito bons a mentir porque não têm princípios morais e porque praticam muito. São bons a mentir, mas não é por serem muito inteligentes.
Mas qual é a ‘regra de ouro’ que nos permite detetar um psicopata?
Há uma regra fundamental: Olhar para o que ele faz e não para o que ele diz.
Porque eles enchem-te a cabeça de ideias. Mentem-te sobre o passado, mentem-te sobre o que querem de ti no futuro e, de vez em quando, dão-te pequenas lições sobre o que são e o que pretendem. Mentem-te sobre tudo. E, se não te mentem, é simplesmente porque não precisam.
Outra regra muito importante é a intuição. Todos temos a intuição.
Os psicopatas também têm a intuição?
Também, mas nós temo-la desenvolvida para enfrentar o perigo. O psicopata tem-na desenvolvida para detetar a presa.
A intuição não te diz ‘este é um psicopata’. Isso seria fantástico. O que a intuição te diz é ‘preste atenção. Isto pode ser um problema’. E isso é um grande aviso.
E como é que eles são capazes de fingir tão bem coisas que não sentem?
Eles não sentem as emoções morais fundamentais que constituem o tecido social e as relações humanas - a empatia, o amor, a lealdade, a responsabilidade, o sentido da justiça ou a compaixão. Eles imitam essas emoções porque as veem nos outros. Eles não sentem nada, mas observam o que as outras pessoas fazem. Vão aprendendo desde jovens a imitar tudo isso. Eles não têm a capacidade de ter uma conversa de coração a coração.
Há pouco falou de cinema, de literatura, da maneira como o cinema e a literatura retratam os psicopatas. Até que ponto a arte distorce a imagem de um psicopata? Até que ponto isso pode ser um perigo?
No cinema e na literatura, os psicopatas são retratados como pessoas particularmente sádicas. Claro que essas pessoas são reais. Os assassinos e os criminosos mais sádicos e violentos são psicopatas. Mas, de alguma forma, reduziu a nossa compreensão da psicopatia. Porque o psicopata integrado, o que não comete crimes, é o mais habitual. 1% da população tem o transtorno na sua totalidade. E a imensa maioria desses psicopatas não comete crimes. Se assim fosse, não poderíamos sair à rua.
Em Espanha, aproximadamente 500 mil pessoas têm o transtorno na sua totalidade. E 2.500 têm o transtorno num grau elevado. Não temos a consciência da ameaça de saúde mental e até mesmo na saúde física que essas pessoas constituem.
Lembra-se do caso de Gisele Pellicott? Ela estava casada com um psicopata. Mas não o sabia, até se produzir um acontecimento extraordinário. E ele foi um violador durante 10 anos, dela e talvez da sua filha. Se não tivesse havido uma revelação criminal, ela nunca o saberia. Muitos psicopatas introduzem um elemento de dor e destruição que não é detetado nem pelos serviços de saúde mental, nem pela polícia.
Podem não ser criminosos no sentido convencional de que roubam, assaltam bancos ou matam as pessoas. Mas um bom psicopata integrado, provavelmente comete delitos não detetados. Sobretudo, os de natureza interpessoal, de humilhação e violência psicológica, que podem ser muito destrutivos.
A sociedade atual é um bom campo para proliferação de psicopatas?
Imagino um psicopata teletransportado de há 50 anos a aterrar em 2026 e a dizer ‘uau! Isto é um parque de diversões para mim!’. O mundo hoje é muito mais benéfico e muito mais condescendente para um psicopata. E o pior de tudo não é o dano que eles provocam, mas o modelo que eles constituem. Eles são um modelo.
Quando as pessoas veem Orban, Netanyahu, Trump, Elon Musk, todos esses megamilionários, dizer que a moral não importa, que os princípios não importam e o que importa é o poder, milhões de jovens questionam-se: ‘por que é que tenho de respeitar as normas morais? Por que é que tenho de ser sincero? Por que é que tenho de ser respeitoso? Por que é que tenho de ser leal? Por que é que tenho de ter uma vida interior espiritual, se o que é importante é toda esta exibição de poder e de fama?’. E isso é um dano horrível para a sociedade.
Nascemos psicopatas ou tornamo-nos psicopatas?
Há uma predisposição genética, mas depois o ambiente pode favorecer ou dificultar que esses sinais passem a tornar-se conduta. O ambiente é muito importante. Se tens um filho com rasto de psicopatia, mas lhe dás uma educação moral, lhe transmites princípios, o obrigas a ser responsável… provavelmente evitas o pior. Talvez não consigas que seja o homem mais empático do mundo, talvez nunca ganhe um prémio Nobel da Paz, mas provavelmente será capaz de controlar as suas tendências destrutivas.